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Dados do Procon-SP confirmam competitividade – hoje em risco – do frango e do ovo

Quando o custo de um produto aumenta 175% e seu preço ao consumidor sofre correção pouco superior a 100%, fica claro que o sistema produtivo é o perdedor e o consumidor o beneficiário. Mas, infelizmente, no caso de frangos e ovos, o consumidor está em vias de se juntar ao grupo dos perdedores. Tome-se como base apenas os últimos 10 anos. Nesse período, o consumo per capita de ovos e de carne de frango aumentou de forma significativa. E não foi apenas porque a avicultura aumentou a produção ou por ter desenvolvido um bom trabalho de marketing. A chave foi o preço real decrescente.

Isso fica bem claro quando, levantados os preços do ovo, do frango e da cesta básica dos paulistanos (dados do Procon-SP), os resultados do primeiro bimestre de 2021 são contrapostos aos registrados 10 anos atrás (média de 2011).

Pois, desde então, a cesta básica teve seu preço mais do que triplicado, acumulando aumento de 216%. Enquanto isso, o incremento de preço do ovo não chegou a 150% (preço menos de 2,5 vezes maior) e o do frango não foi muito além dos 100% (preço apenas 2,1 vezes maior que o de 2011).

Mas o principal significado dessa queda está na participação dos dois alimentos no custo total da cesta básica. A do ovo ficou 21,68% menor que em 2011; e a do frango recuou quase um terço (-32,44%).

Porém, a melhor mostra do aumento da competitividade da carne de frango é encontrada na relação do produto com a carne bovina. Em 2011, um quilograma de carne bovina de segunda permitia adquirir ao redor de 2,5 kg de carne de frango. Neste ano, no bimestre janeiro/fevereiro, foi possível adquirir, ao preço do mesmo volume de carne bovina de segunda, perto de 3,650 kg de carne de frango, ou seja, cerca de 45% a mais que 10 anos atrás.

Lamentavelmente, esses ganhos estão em vias de perda total. Pois, incapaz de suportar o aumento de custo ocasionado pela explosão de preço das matérias-primas e tendo pela frente um consumidor economicamente depauperado (mal que a pandemia vem agravando) o setor produtivo só encontra como saída a redução da produção. Involuntária – ressalte-se – pois causada exclusivamente pela perda da capacidade de manutenção dos investimentos na alimentação dos plantéis


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