
| Publicado em: 08/03/2010 Demanda interna fez suíno recuperar preços em fevereiro Depois de um início de ano de preços estáveis a mais baixos e de comercialização moderada, o mercado de suínos mostra recuperação. Com exceção do Paraná e de Mato Grosso, onde predominou a estabilidade, as demais regiões produtoras pesquisadas por SAFRAS & Mercado encerraram fevereiro com preços em elevação. Em São Paulo, a arroba fechou o mês a R$ 50,00, CIF Frigorífico, para pagamento em 28 dias, contra R$ 46,00 de abertura (01/02). No Paraná, o quilo do suíno abriu e fechou o mês cotado a R$ 2,05 na região oeste. Em Arapoti, o quilo vivo foi cotado a R$ 2,20 no fechamento do período contra R$ 2,25 de abertura. Em Santa Catarina, o mercado fechou fevereiro em R$ 1,80 quilo na integração, mesmo patamar de abertura. Já o mercado independente viu o preço subir de R$ 2,15 do início do mês para R$ 2,25 (26/02). Em Mato Grosso, o mercado manteve preço de R$ 1,90 quilo vivo em Rondonópolis, repetindo a abertura. No Rio Grande do Sul, o suíno vivo fechou fevereiro a R$ 2,10 quilo na integração contra R$ 1,90 de abertura. Os produtores independentes receberam R$ 2,40 quilo, contra R$ 2,18 de início do mês. Considerando os oitos estados pesquisados por SAFRAS & Mercado, o suíno foi cotado a R$ 2,22 de média/quilo vivo no final de fevereiro, contra R$ 2,14 de média da primeira semana do mês. "A demanda interna finalmente se consolidou, favorecendo as principais regiões produtoras", comenta Fernando Iglesias, analista de SAFRAS & Mercado. Destaca que o desempenho só não foi melhor em função das exportações, que ainda continuam fracas. Para março, o analista antecipa que a expectativa é de continuidade da recuperação e até mesmo de reação das cotações, inclusive com incremento das exportações. "A tendência de alta deve perdurar até o fim do mês, exceto se ocorrer algo que afete diretamente a demanda por carne suína no mercado interno", diz Iglesias. Balanço da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), para as exportações brasileiras de carne suina "in natura" de fevereiro, divulgado na última segunda-feira (01), apontou receita de US$ 74,2 milhões (18 dias úteis), com média diária de embarques de US$ 4,1 milhões. A média é 1,0% menor na comparação com os US$ 4,2 milhões obtidos diariamente em janeiro, quando os embarques de carne suína renderam US$ 83,3 milhões. Em relação a fevereiro de 2009, quando foram obtidos US$ 86,3 milhões, o recuo foi de 14%. O volume de carne suína exportado em fevereiro foi de 29,6 mil toneladas, com média diária de 1,6 mil toneladas, o que indica uma queda de 3,3% frente à média de 1,7 mil toneladas registradas em janeiro passado, que teve embarques de 34,1 mil toneladas. Na comparação com fevereiro de 2009, quando foram embarcadas 40,5 mil toneladas, com média diária de 2,2 mil toneladas, o recuo foi de 26,7%. O preço médio obtido pela carne suína em fevereiro, no entanto, foi de US$ 2.503,9 por tonelada, 2,4% maior em comparação com os US$ 2.444,3/tonelada registrados em janeiro e 17,4% maior do que os US$ 2.132,8/tonelada obtidos em fevereiro do ano passado. Os maiores compradores de carne suína do Brasil em fevereiro foram Rússia, Hong Kong e Ucrânia. Fonte: Valter Bampi - Big Frango |