
| Publicado em: 08/02/2010 Mercado de frango vivo mostra reação nos preços O mercado brasileiro de frango vivo reagiu nesta semana inicial de fevereiro, indicando mudança nos preços, que subiram cinco centavos em São Paulo, chegando a R$ 1,65 por quilo. Em Minas Gerais o incremento foi de dez centavos, com o quilo cotado a R$ 1,70. Para o analista de SAFRAS & Mercado, Eduardo Sarmento, apesar de estarmos na primeira semana do mês, que tradicionalmente é firme em termos de demanda por conta do recebimento de salários pela maior parte da população, o incremento de preço chega a surpreender, haja vista que as exportações de janeiro foram muito fracas, favorecendo um incremento na oferta interna do produto. Dados divulgados nesta semana pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), indicaram que o Brasil embarcou 208,031 mil toneladas de carne de frango in natura em janeiro de 2010, o que representa uma queda de 27,57% frente às 287,213 mil toneladas embarcadas em dezembro do ano passado e de 14,47% ante as 243,235 mil toneladas exportadas em janeiro de 2009. Em receita as exportações de carne de frango totalizaram US$ 333,5 milhões em janeiro, abaixo dos US$ 460,9 milhões obtidos em dezembro de 2009 e dos US$ 336,310 milhões registrados em janeiro do ano passado. Ainda que os dados de janeiro ainda não estejam totalmente consolidados, o que deve ocorrer dentro de alguns dias, com a apresentação do desempenho das vendas de carne de frango salgada e industrializada, a expectativa é de que os volumes fiquem abaixo das exportações totais registradas em janeiro de 2009, de 274,781 mil toneladas. "A tendência é de exportações da ordem de 240 mil toneladas em janeiro", projeta o analista de SAFRAS & Mercado, Eduardo Sarmento. Para o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (ABEF), Francisco Turra, a queda nos embarque não chega a surprender, estando relacionada ao fator cambial, o que fez com que muitos exportadores decidissem embarcar menores volumes de modo a diminuir os prejuízos com a valorização do real frente ao dólar. "Ainda que tenha ocorrido uma leve melhora do dólar, na segunda metade de janeiro, essa não trouxe maiores reflexos nos embarques, visto que desde o ano passado as empresas vêm mantendo as exportações apenas para não perder mercados já consolidados", argumenta. Neste mês, Turra estima um leve incremento nos embarques em relação a janeiro e aposta em uma recuperação efetiva das exportações nos meses de março e abril. Em termos de mercado interno, as indústrias avícolas do Rio Grande do Sul anunciaram ontem à governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, que pretendem fazer investimentos de R$ 550 milhões no setor ao longo de 2009, de forma a contribuir para que a avicultura gaúcha retome sua trajetória de crescimento. Liderados pela ABEF, o setor demonstrou ao governo do estado a preocupação quanto à queda na sua participação na avicultura nacional. A produção gaúcha, que correspondia a 17,76% do volume nacional em 2000, declinou a 10,59% em 2009, sendo a terceira no ranking da exportação. Para tentar reverter o quadro e retomar seu crescimento, a avicultura gaúcha, em parceria com o governo, anunciou a criação de um grupo de trabalho, que fará seu primeiro encontro em março. Fonte: Valter Bampi |