
| Publicado em: 12/08/2009 Lacen monitora qualidade da água e de alimentos consumidos em SE Dentre os diversos papéis desempenhados pelo Laboratório de Saúde Pública Parreiras Horta (Lacen) estão a garantia da qualidade da água potável e dos produtos alimentícios consumidos pela população de Sergipe. O trabalho ocorre em parceria com as Vigilâncias Sanitárias do Estado e dos municípios sergipanos, conforme as normas e programas preconizados pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). É o caso do conjunto de ações que integram a Vigilância em Saúde Ambiental Relacionada à Qualidade da Água (Vigiágua) e do Programa de Análise de Resíduos de Medicamentos Veterinários em Alimentos de Origem Animal (PAMVet). Segundo a gerente executiva de Produtos e Ambiente do Lacen, a farmacêutica-bioquímica Ívina Rocha, o serviço é prestado no Lacen através dos Laboratórios de Toxicologia, Bromatologia e Diagnóstico Ambiental. Água "Em cumprimento às diretrizes do Vigiágua, o órgão monitora e acompanha a qualidade da água potável utilizada para consumo humano em todo o estado, seja ela fornecida pelas redes regulares de abastecimento, como Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), ou oriunda de fontes alternativas, como poços artesianos", explica a farmacêutica-bioquímica. Mensalmente, são encaminhadas amostras de água tratada de todos os 75 municípios sergipanos. "Todo o material para análise é colhido pelas Vigilâncias Sanitárias em diferentes pontos de abastecimentos, como escolas, residências e prédios públicos" acrescenta Ívina Rocha. Através do laboratório de Bromatologia, por exemplo, é possível constatar os níveis de fluoretação e de turbidez que, neste caso, detectam a presença de partículas solúveis (como terra). "Em períodos após racionamentos ou de excesso de chuvas, os índices de turbidez são mais elevados, quando a água apresenta geralmente uma cor barrenta", diz Ívina. No laboratório também é feita a análise de cloro em água tratada e a pesquisa de colimetria. "Por meio dessas análises, o Lacen checa a existência de coliformes termotolerantes e totais, ou seja, bactérias presentes no ambiente e patógenos de contaminação por fezes humanas e animais". Neste caso, essa água contaminada é originária, principalmente, de poços que não recebem o devido tratamento com cloro. Além da água potável, o Lacen analisa amostras de águas industrializadas (mineral). Por mês, o laboratório processa a análise de 600 a 800 amostras de todos esses tipos do produto, de origem pública ou privada, como a água de poços, lagoas e fontes de propriedades particulares. No caso da água mineral, toda amostra é coletada pela Vigilância Sanitária, que também é órgão fiscalizador. "Geralmente, as amostras chegam ao Lacen como resultado de fiscalização das vigilâncias, em consequência de denúncias pelo fato de o produto apresentar gosto ruim, aparência anormal ou algum tipo de odor", justifica a gerente do Lacen. Alimentos No monitoramento e controle da qualidade de alimentos consumidos no estado, são alvo do trabalho do Lacen produtos como o leite, o milho, o amendoim e derivados. Esse acompanhamento leva em conta as normas e diretrizes de dois programas: o Programa de Análise de Resíduos de Medicamentos Veterinários em Alimentos de Origem Animal (PAMVet), de âmbito federal, e o Programa Estadual de Monitoramento de Alimentos (Proema) Para o PAMVet, o Lacen realiza análises em amostras de leite UHT (em caixa), pasteurizado e em pó. "Por meio dessa pesquisa, é possível detectar a presença de resíduos de antibióticos comumente aplicados no gado leiteiro, à base de betalactâmicos e tetraciclina, que podem causar danos à saúde humana, principalmente em pessoas com resistência a esses antibióticos", explica a farmacêutica-bioquímica do Laboratório Central. No caso do Proema, Ívina Rocha lembra que Sergipe é uma das nove unidades da federação em que o Lacen faz a análise de aflatoxina em grãos (milho e amendoim) muito consumidos no estado. "As afloxinas são toxinas produzidas por fungos, em condições de altas temperatura e umidade, predominantes no estado. A longo prazo, elas podem causar câncer, principalmente no fígado". Dentre os diversos papéis desempenhados pelo Laboratório de Saúde Pública Parreiras Horta (Lacen) estão a garantia da qualidade da água potável e dos produtos alimentícios consumidos pela população de Sergipe. O trabalho ocorre em parceria com as Vigilâncias Sanitárias do Estado e dos municípios sergipanos, conforme as normas e programas preconizados pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). É o caso do conjunto de ações que integram a Vigilância em Saúde Ambiental Relacionada à Qualidade da Água (Vigiágua) e do Programa de Análise de Resíduos de Medicamentos Veterinários em Alimentos de Origem Animal (PAMVet). Segundo a gerente executiva de Produtos e Ambiente do Lacen, a farmacêutica-bioquímica Ívina Rocha, o serviço é prestado no Lacen através dos Laboratórios de Toxicologia, Bromatologia e Diagnóstico Ambiental. Fonte: www.agencia.se.gov.br |